Pular para o conteúdo principal

A nota das notas - Editorial

A nota de rodapé usualmente serve para explicar melhor algum termo do texto que estamos lendo. Mas quando o texto em si é apresentado em formato audiovisual, como ler o que não aparece em tela? 


A resposta para isso surge no formato de blog. Muito mais do que alguns tweets soltos na internet, como jornalistas, nós precisávamos dar voz a nossas próprias impressões sem nenhum limite de caracteres. E além disso, sem as barreiras que o jornalismo costuma criar ao pedir objetividade em cada matéria. 


O jornalismo de entretenimento por si só tende a opinião, porque como escrever uma resenha sem de fato analisar o que me agrada em um filme? Aderir aos nossos gostos e desgostos foi nossa tarefa nesse blog, e para isso, começamos com o que nos cativou primeiro: a literatura. 


Jornalistas são devoradores de livros, mas cá entre nós, nossas melhores escolhas não são consideradas tão cultas e eruditas assim. Depois de um certo preconceito literário, elas ganharam as telas e mais público, mas nossas primeiras impressões como leitoras ficaram reprimidas pelos minutos das adaptações (que parecem sempre curtos demais quando amamos as histórias). 


Os livros usados aqui são o que pode ser visto como literatura de menininha: não há termo melhor para descrever romances de época voltados para casais ou problemas joviais, junto com um romance contemporâneo sucesso entre os adolescentes em 2014. Há quem não os encare como merecedores da nossa atenção como jornalistas, mas nossa parte como leitoras e espectadoras discorda absolutamente. 


Obras culturais sempre fornecem bons materiais para interpretações de mundo, mesmo que estejam nas entrelinhas. Um olhar atento deixaria passar despercebido, mas não aqui. Se nosso papel é enxergar os sentidos produzidos na nossa realidade, faremos isso pelos nossos próprios olhos. 


E em notas de rodapé ilimitadas.